Eu já falei anteriormente de um jogo que me marcou muito, uma espécie de amor à primeira vista. Porém, recentemente eu me deparei com um outro tipo de um jogo: Um jogo impactante. Um jogo com mecânicas relativamente simples, mas de uma beleza extraordinária e com tudo tão bem amarradinho, que é impossível não se apaixonar.

Então, preparem suas mochilas, reúna seus suprimentos, ponha óculos bem grossos (pra não tomar uma furada de olho do coleguinha) e vem comigo pra uma aventura em Everdell: O Famoso Jogo da Arvrinha.

Em Everdell, os jogadores são criaturinhas fofas que vivem no vale de mesmo nome e que devem criar e desenvolver suas próprias vilas à sombra daquela belíssima árvore inútil.

Com uma mistura de Alocação de Trabalhadores, Gestão de Mão e o famoso Engine Building, os jogadores se revezam em adquirir recursos, habitantes e construções a fim de povoar seu vilarejo.

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Além da beleza visual, o charme do jogo está em o quão amarradinho ele é. Cartas de construções que lhe permitem colocar em campo as criaturas que trabalham ou vivem naquele local. O tema está bem presente, e hoje, após ter jogado algumas partidas, já não concordo mais que esse jogo possa ser substituído pelo Imperial Settlers, algo que já falei em alguns casts e me desculpo aqui com vocês, meus Nobres, por esse vacilo.

Como dito anteriormente, Everdell tem o famoso “dedo no olho”, mas não é algo que irá lhe frustrar como em outros jogos. Pois chega até a ser engraçado, como a Carta do Bobo da Corte que acaba ocupando um dos 15 espaços de alocação de cartas do seu oponente, e faz com que ele perca salvo engano, um ponto no final do jogo.

Minha experiência com Everdell foi surpreendente. O susto inicial pela quantidade de componentes e “cara de um jogo complicado” pode assustar alguns jogadores num primeiro momento, mas é um jogo bem tranquilo. Se bem explicadinho e com uma certa ajudinha no início da partida, dá pra jogar com os novatos e os dinossauros do hobby tranquilamente. A iconografia é perfeita, e o texto das cartas é bem explicativo (apesar de alguns erros de tradução em algumas delas). Minha birra mesmo é a bendita Árvore. Supostamente, o deck de cartas deve ficar no meio dela. Mas eu sou uma pessoa super estabanada. E como você tem de colocar alguns componentes em cima da árvore, o deck embaixo dela, sem contar a sombra que ela faz no tabuleiro, isso pra mim é o megazord da bagunça, onde qualquer esbarrão derruba tudo na mesa. ou até mesmo no chão. Há quem jogue sem ela, mas convenhamos que, mesmo sendo um POUQUINHO inútil, ela traz uma beleza incomparável ao jogo. E como eu disse anteriormente, a produção do jogo está sensacional. Os componentes a serem adquiridos ao longo do jogo, a qualidade das cartas e do tabuleiro até condizem com o valor do jogo, apesar de o preço ter dado uma pequena queda recentemente.

Pedrão, Everdell é um jogo necessário na minha coleção? Não, pois se você parar pra pensar, nenhum é (risos). Mas é um jogo que eu recomendo muito que você tenha a experiência de jogar ao menos uma vez. Trata-se de um dos jogos que vale muito a pena a se jogar, seja comprado, alugado ou emprestado, dê uma chance ao Vale Encantado da Arvrinha.

Então é isso meus Nobres, esse foi um breve resumo de Everdell feat. minha experiência com o jogo. E eu quero saber quem aqui já jogou e o que achou. Eu fico por aqui, um abraço e até a próxima.

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