Há algum tempo atrás, meu amigo, o Sr. Coelho, trouxe à você, meu Nobre Leitor, um pouco sobre a papelização de um clássico jogo de “navinha”. Recentemente eu esbarrei com uma situação bem parecida com um jogo em que eu não botava ficha nenhuma, mas agora quero trocar todas as tampinhas de Nuka-Cola que tenho guardadas por ele. Não entendeu? Então vem comigo, porque hoje falaremos sobre Fallout Shelter.

Fallout Shelter é um jogo digital, disponível para todas as plataformas (consoles, celulares, PC e tudo que tiver 500 MB de espaço disponível). O jogo consiste em gerenciar, desenvolver e expandir o seu Refúgio, enfrentar os perigos do Ermos e completar quests diárias. Em resumo, o jogo é um sand-box com microtransações que traz a sensação de controlar o Refúgio, de forma um pouco mais completa do que o experimentado na expansão Vault-Tec Workshop do Fallout 4. Porém, sua contraparte analógica é muito mais interessante e divertida que isso. Aqui, você tem a mesma premissa básica da versão digital, com o diferencial de estar numa corrida com seus oponentes para ver quem desenvolve o seu andar no Refúgio mais rápido e adquire mais pontos de felicidade.

O jogo se inicia com o Andar Comum aberto e cada jogador tem dois trabalhadores disponíveis (mas podem adquirir mais ao longo do jogo). Alocou um trabalhador, ganha o recurso desenhado na carta. Com isso, os jogadores acumulam esses recursos para comprar mais cômodos para o seu andar. Quando um novo cômodo é construído, todos os jogadores podem usá-lo e ganham os benefícios nele desenhado, e o jogador que o construiu ganha um recurso a sua escolha, com uma forma de pagamento.

A partir da segunda rodada, começam a aparecer as Ameaças. Elas irão surgir de acordo com o número tirado no dado no final da rodada anterior. Para vencê-las, basta rolar os dados. Caso tire um número maior ou igual ao valor desenhado na carta, a Ameaça é vencida e você colhe a recompensa desenhada na carta. As Ameaças ficam sobre uma área de alocação, ou seja, você não poderá usar aquele ponto para adquirir os benefícios dele, até que você ou outros jogadores derrotem as criaturas que lá estejam.

A dinâmica aqui é bem simples, a cada rodada os jogadores alocam trabalhadores, adquirem recursos, lutam contra ameaças (caso queiram), e vão adicionando mais cômodos ao seu andar. Caso o baralho de ameaças acabe, ou um jogador construa o seu sexto cômodo, o jogo se encerra e há a contagem de pontos. O jogador com mais pontos, será o vencedor e o novo Supervisor do Refúgio.

Fallout Shelter foi uma grande surpresa para mim. Depois de jogar Fallout The Board Game, confesso que fiquei um tanto quanto receoso quanto a essa adaptação, uma vez que este decepcionou um pouco. O jogo é muito bom, muito divertido e traz uma sensação de imersão maior que seu “irmão mais velho”. A corrida para construir e adquirir pontos faz com que você caia de cabeça no jogo e quando acaba deixa aquele “gostinho de quero mais”. Como grande fã da franquia, fico sempre muito empolgado quando surge mais material sobre ela e ter um jogo tão maneiro quanto esse, traz uma sensação muito boa. As referências ao jogo digital estão escancaradas. Enfim, um jogo 10/10.

Apesar do preço um pouquinho salgado, a vontade de comprar o meu está muito grande.

Então é isso meus Nobres, esse foi um breve resumo sobre esse jogo apaixonante, e se você jogou, deixa aí nos comentários o que você achou. Eu fico por aqui, um abraço e até a próxima.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *